A supressão, determinada pelo TRE, da apropriação do sobrenome Bolsonaro, digamos autorizada pelo chefe do clã, pode transformar novamente Bruno Scheid em ilustre desconhecido em Rondônia. Ou lançá-lo de volta à realidade de mero oportunista. Mais um entre tantos paraquedistas que por aqui já aterrissaram em períodos eleitorais. Não bastasse a queda de Flávio nas pesquisas. A proximidade do candidato com a família Bolsonaro já complica suficientemente suas perspectivas. Ademais, o povo não é necessariamente besta. E sabe que não se deve colocar todos os ovos em um cesto só. É aí que o nome de Confúcio Moura se fortalece.
Importa pouco entãoque Bruno tenha sido indicado candidato pelo próprio ex-presidente. Ou até por isso mesmo. Carlos Bolsonaro também foi, lá em Santa Catarina. E as coisas não andam lá muito bem para suas pretensões. Uma rebelião no PL, liderada pela deputada Carol de Toni, que tinha sido excluída do processo para ceder a vaga ao vereador doidão acabou tirando a vaga do atual senador Esperidião Amin, do PP. O problema é que Carol de Toni lidera as pesquisas e Carlos ocupa a terceira colocação, atrás de Esperidião.
A bem da verdade, tivesse Bruno “ex Bolsonaro” algum mérito a credenciá-lo à postulação de uma vaga no Senado, a decisão da Justiça Eleitoral poderia ter lhe prestado um grande favor. Especialmente em função da molecagem feita por Flávio com o nome da família no golpe de R$ 61 milhões que aplicou em Daniel Vorcaro. Valor que poderia chegar a R$ 123 milhões não fosse o fechamento do banco e prisão do banqueiro. Foi em busca do troco de “módicos” R$ 62 milhões que o candidato fez aquela vergonhosa jura de amor eterno a Vorcaro. Pior: foi cobrá-lo em casa, apesar da prisão domiciliar, com tornozeleira e tudo o mais.
Flávio conseguiua inimaginável façanha de se transformar num verdadeiro “dark horse” paraguaio, à conta de um filme com 90% do orçamento consolidado pelo dinheiro dos golpes de Borcaro, segundo a produtora. Diz a IA do Google, a propósito, que a principal tradução de “dark horse” para o português é azarão, coisa que Flávio insiste em confirmar. . A expressão também pode ser traduzida de forma descritiva como concorrente inesperado, candidato surpresa oucompetidor improvável. Cabe recurso contra a decisão do TRE que proibiu o uso do sobrenome por Bruno Scheid. Mas será que vale à pena???